aurora
Sunrise:a song of two humans , título original do filme realizado em 1927 por Murnau, a que eu tive o privilégio de assistir ontem.A película tem sido apresentada com uma frase de Truffaut que aumenta a curiosidade de descobrir o que torna Aurora tão especial: é o mais belo filme do mundo.
Foi a primeira vez que vi um filme mudo no cinema e que vi Murnau.
Estado de encantamento.
O enredo simples, que poderia resultar num filme banal ,foi conduzido pelo realizador com uma sensibilidade que nos oferece rostos expressivos que nos revelam a angústia das personagens e planos de uma beleza que se fixam na memória como fotos(o rosto escondido da Mulher no vidro do eléctrico em movimento, aquele andar aflito na rua da cidade com o Homem a abraçá-la pela cintura e a puxá-la para junto de si e aquela cena em que sentados na mesa do café vemos os dois angustiados ...).
Mas também há doçura num amor que se reencontra, um salão de festas que proporciona momentos divertidos(o homem a correr atrás do porco bêbado, impossível não pensar em Kusturica...)e um final feliz depois de tanta tristeza.
amargura, ingenuidade, medo,amor, ternura, alegria
porque a vida às vezes é amarga e outras vezes doce, como se lê no início do filme, uma história que pode acontecer a qualquer um , em qualquer lugar.
Por isso as personagens não têm nome, são um Homem e uma Mulher que se ferem e amam.
Lá fora chove de novo...


0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home